A -...mas me diz; você tá devendo uma conversa de ontem, lá do bar.
B - Ah, cara... Você não vai acreditar.
A - O que aconteceu?
B - Tô gostando dela.
A - Sério?
B - E de mãos e pés atados.
A - Como assim?
B - Meio que não tenho pra onde correr, sabe? Numa amizade, quando você começa a ver a pessoa de uma forma diferente e não é correspondido, as ações perdem expectativas.
A - Mas e aí? Vai desistir dela?
B - Cara, ainda nem pensei nisso. Não sei nem o que fazer...
A - Deixa estar, ué.
B - Mas e se...
A - Não, cara. Uma hora as coisas se encaixam.
B - Do nada?
A - Não; uma hora você vai ter que falar.
B - Tá vendo como é difícil? E é uma pessoa muito especial...
A - Sem esse papo de especial, cara. Dois anos atrás aquela beltrana era também muito especial pra você.
B - Puta, mas e aí, cara?
A - E aí que vai surgir uma hora que você vai ter que falar. E não pode escapar, hein?
B- Verdade... Poxa cara, valeu pelo conselho!
A - Tamos aí...
B - ...mas me diz: como sabe tudo isso, cara? Já viveu algo assim?
A - Digamos que... eu vivo assim.
B - Cruel hein... Mas deixa eu voltar pro serviço. Sexta à noite no bar do Joaquim, certo?
A - Fechado.
B - Abração, Pierrot!
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