O – Pensar?
Pensar o quê? Eu já passei tempo demais aqui esperando uma resposta. É simples:
você quer ou não? Se você gostar, diz que quer, se não, não. Simples, rápido e
fácil. Cansei dos seus jogos e provocações.
A – Hahaha.
Você me faz rir e muito!
O- Você ri
por medo, por não querer tentar aceitar a verdade.
A – Verdade?
Que verdade?
O – Que você
sempre quis alguém que gostasse de você desse jeito, e te tratasse assim, como
eu faço.
A – E quem
disse que EU queria alguém com essa atitude antiquada feita a sua?
O – Tá mais
do que na cara isso! Olha pra você: toda
certinha, toda correta e cheia de pudores! Você sabe que tem o homem que quer a
seus pés! Pra qualquer um que você der uma leve inclinada, ele já baba! Mas pra
quê pegar qualquer? Do que valerá toda essa sua atitude, toda essa sua candura?
Você com certeza procura alguém que te trate bem, que não queira só ter você ao
lado, mas sim viver com você e ao seu lado. – E mais: Antiquado foi aquele seu
papo de promessa. Sinceramente, eu num acredito nele não.
A – Pois
devia!
O – Pra quê?
Pra juntar erroneamente mais uma peça perdida ao seu quebra cabeça com mais de
2 mil, e sem dica de montagem?
A – Seu
tonto.
O – Quer
saber de uma coisa?
A – Ai! Cuidado
com meu braço, cê tá me machuc –
(...)
A – Porquê
você fez isso? Quando eu te dei essa liberdade?
O – A tua
própria boca queria! E você bem que podia ter me empurrado, mas mal ofereceu
resistência.
A – Pára com
isso, eu tô confusa agora.
O – Você
sempre esteve confusa, confessa vai.
A – Olha, a
gente pode falar disso outro dia.
O – Mesmo
que esse dia nunca chegue, eu vou esperar.
A – Amanhã
tá bom? Aqui, umas 15h?
O – Nossa!
A – Não me
leva a mal. É que eu preciso de hoje pra pensar. Entender o que aconteceu.
O – É simples: sim, foi um beijo. Com língua e
tudo. Amanhã, as 15h, aqui. Seja breve – sim ou não. Adeus.
A – Não sei
o que será amanhã, mas até lá, decido. Adeus.
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