sexta-feira, 1 de junho de 2012

Imaculada (pt.2)


O – Pensar? Pensar o quê? Eu já passei tempo demais aqui esperando uma resposta. É simples: você quer ou não? Se você gostar, diz que quer, se não, não. Simples, rápido e fácil. Cansei dos seus jogos e provocações.
A – Hahaha. Você me faz rir e muito!
O- Você ri por medo, por não querer tentar aceitar a verdade.
A – Verdade? Que verdade?
O – Que você sempre quis alguém que gostasse de você desse jeito, e te tratasse assim, como eu faço.
A – E quem disse que EU queria alguém com essa atitude antiquada feita a sua?
O – Tá mais do que na cara isso! Olha pra você:  toda certinha, toda correta e cheia de pudores! Você sabe que tem o homem que quer a seus pés! Pra qualquer um que você der uma leve inclinada, ele já baba! Mas pra quê pegar qualquer? Do que valerá toda essa sua atitude, toda essa sua candura? Você com certeza procura alguém que te trate bem, que não queira só ter você ao lado, mas sim viver com você e ao seu lado. – E mais: Antiquado foi aquele seu papo de promessa. Sinceramente, eu num acredito nele não.
A – Pois devia!
O – Pra quê? Pra juntar erroneamente mais uma peça perdida ao seu quebra cabeça com mais de 2 mil, e sem dica de montagem?
A – Seu tonto.
O – Quer saber de uma coisa?
A – Ai! Cuidado com meu braço, cê tá me machuc –
(...)
A – Porquê você fez isso? Quando eu te dei essa liberdade?
O – A tua própria boca queria! E você bem que podia ter me empurrado, mas mal ofereceu resistência.
A – Pára com isso, eu tô confusa agora.
O – Você sempre esteve confusa, confessa vai.
A – Olha, a gente pode falar disso outro dia.
O – Mesmo que esse dia nunca chegue, eu vou esperar.
A – Amanhã tá bom? Aqui, umas 15h?
O – Nossa!
A – Não me leva a mal. É que eu preciso de hoje pra pensar. Entender o que aconteceu.
O – É simples: sim, foi um beijo. Com língua e tudo. Amanhã, as 15h, aqui. Seja breve – sim ou não. Adeus.
A – Não sei o que será amanhã, mas até lá, decido. Adeus.

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